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Projeto de SEO Técnico e Conteúdo

 Duração: 3 meses

Portal cultural independente de Salvador, com 100k+ seguidores no Instagram. Corrigi a base técnica que mantinha o site invisível no Google e reconstruí o calendário editorial a partir de demanda real de busca. Em 3 meses, a busca orgânica ultrapassou o Instagram e virou o principal canal do portal, com 51,5% das sessões contra 21,7% no início. A posição média foi de 10,7 para 7,4, tirando o site da borda da segunda página e levando para o meio da primeira.

O Roda Cultural é um portal independente que cobre eventos alternativos em Salvador e disputa espaço com plataformas do governo e grandes veículos de mídia. Apesar da forte voz editorial e de mais de 100 mil seguidores no Instagram, o tráfego orgânico não acompanhava e a entrada da audiência dependia das redes sociais. O problema era a base técnica do site que impedia o Google de ler o que já estava publicado. 

O DESAFIO

O site produzia um conteúdo excelente, mas não conseguia converter esse material em visibilidade orgânica nos mecanismos de busca, embora a audiência existisse e estivesse pesquisando ativamente. Toda semana as pessoas procuram o que fazer em Salvador, e essa busca acontece no Google. Entretanto, o site capturava 106 visitas orgânicas mensais pela estimativa do Semrush, e mais da metade das palavras-chave ranqueava na quinta página de resultados, o que na prática significa estar invisível no Google.

Essa lacuna deixou o negócio refém do Instagram, que trazia 49,3% de todo o tráfego, enquanto a busca orgânica representava só 21,7%. Para um portal de conteúdo, essa posição é frágil. O algoritmo da rede entrega primeiro para quem já segue e, com bom engajamento, amplia para além disso, mas só quando a plataforma decide entregar. Além disso, o Instagram não alcança quem está decidindo numa quinta-feira à noite o que fazer no fim de semana, e essa pessoa era o público inteiro do Roda Cultural.

A raiz do problema era estrutural. Na auditoria inicial, encontrei 1.734 problemas técnicos afetando 89% das páginas, entre eles 60 imagens internas quebradas. O Google tinha dificuldade para ler e indexar o conteúdo que já tinha sido produzido, e faltavam elementos básicos de SEO on-page: 86 páginas sem meta descrição, o que derrubava a taxa de clique, e várias marcadas como conteúdo raso. Somado a isso, não havia nenhuma marcação de dados estruturados (schema markup) para eventos.

O diagnóstico foi direto: o problema era de SEO técnico e arquitetura. A audiência, a demanda e o conteúdo já estavam lá. O que faltava era a capacidade de o site ser encontrado nos mecanismos de busca.

O QUE EU FIZ

Organizei o site em torno da pergunta que o leitor digitava. Cada frente do projeto mirava o mesmo objetivo: fazer o portal aparecer quando alguém busca algo para fazer em Salvador. Uma das entregas centrais foi fazer o projeto rodar de forma autônoma. Criei uma operação no ClickUp e distribuí as tarefas por responsável, de modo que a cliente acompanhava o progresso em tempo real e a estratégia seguia avançando sem depender de uma única pessoa.

Para alinhar governança e tagueamento, integrei o Google Analytics 4 e o Search Console via Site Kit e cruzei os dois com o Semrush, fechando os buracos de medição e tornando possível atribuir cada mudança a um resultado. Já na parte de posicionamento e backlinks, rodei uma análise de concorrentes e a saída foi parar de disputar termos genéricos com os grandes portais para dominar o nicho alternativo. Mapeei o perfil de backlinks e montei uma lista de prospecção com 21 veículos classificados por autoridade.

No SEO técnico, otimizei 15 conteúdos estratégicos, validando todos com status verde em SEO e legibilidade no Yoast. Reescrevi as meta descrições individualmente, respeitando o limite técnico de caracteres, e criei um template escalável para garantir a autonomia da produtora na publicação diária sem dependência de consultoria. Em sequência, ajustei a hierarquia de títulos, corrigi links sem texto descritivo e melhorei a legibilidade do blog.

 

A Página de Serviços, gargalo focado na conversão de produtores culturais, foi construída do zero: centralizei o núcleo semântico na expressão "serviços culturais Salvador", expandi o conteúdo em seis novas seções e estruturei a linkagem interna apontando direto para as áreas comerciais. Na fundação da infraestrutura, implementei dados estruturados de eventos (schema markup), ajustei a indexação e o sitemap, reorganizei a taxonomia de categorias e tags, e desenhei uma malha de links internos para resgatar e distribuir autoridade para as páginas órfãs mapeadas na auditoria.

Durante a análise de performance, isolei os gargalos quantificados para facilitar a decisão de investimento da área de TI: 4,2 segundos de ganho potencial em scripts e CSS bloqueando a renderização; 22,2 MB em cache de navegador mal configurado; latência do servidor em 2,4 segundos contra o teto recomendado de 0,6; e mais de 4 MB presos em imagens sem compressão.

Nas páginas de eventos, garanti data, local, horário e valor de ingresso em todas, expandi as que estavam curtas demais para ranquear e otimizei o site para busca local. Também inverti a prioridade editorial dos eventos passados para os próximos, de forma que as páginas mais novas e mais visíveis apontassem para a programação que as pessoas estavam procurando.

Por fim, na engenharia de conteúdo, mapeei a intenção de busca no Answer the Public. Apenas o cluster "o que fazer em Salvador" concentrava 332 nós de intenção e 21 mil buscas mensais. Converti esses dados em briefings segmentados por dia da semana, clima, público e urgência, e o calendário editorial passou a operar por demanda medida.

RESULTADOS

Em 90 dias, o tráfego orgânico ultrapassou o Instagram e virou o principal canal do site, saindo de 21,7% para 51,5% das sessões. A mudança provou a tese de qualificação de público: a busca orgânica entrou com a maior taxa de engajamento e cada sessão passou a valer mais para o inventário publicitário do portal.

Do lado técnico, as páginas sem meta descrição caíram 97,6% e as com conteúdo raso, 83%. O total de páginas com problema recuou 38%, de 86 para 53, e a saúde do site foi para 87%, com o volume de erros críticos despencando 73%, de 60 para 16. Com o site legível para o Google, a indexação avançou e as páginas passaram a aparecer nos resultados, chegando a 32 mil impressões mensais, com a posição média saindo da borda da segunda página (10,7) para o meio da primeira (7,4).

 

Uma ressalva importante para ler esses números na ordem certa: a visibilidade cresce antes do clique. Primeiro sobem a posição média e as impressões. Só depois a taxa de clique vira a alavanca principal, trabalhada nos títulos e nas descrições, porque esse ajuste só rende quando as páginas já estão bem posicionadas. É onde elas estão agora. Entreguei a base técnica corrigida e o mapa de demanda documentado, prontos para essa fase.

O Roda Cultural começou o projeto dependendo de engajamento social para sobreviver e saiu com um canal de aquisição previsível, autônomo e focado em conversão. O roadmap final separou a operação de conteúdo, agora independente, dos limitadores residuais de infraestrutura.

Resultados documentados

51,5%

busca orgânica nas sessões (era 21,7%)

7,4

de posição média no Google (era 10,7)

−73%

erros técnicos no site 

(de 60 para 16 em três meses de projeto)

O que a cliente diz

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A gente passava horas produzindo um conteúdo massa pro site, mas no fim do dia, se não postasse no Stories, ninguém lia. Era muito frustrante depender só do Instagram para existir. Pri entrou e virou a casa do avesso. Ela achou erros que a gente nem sabia que tinha e organizou a nossa bagunça. O mais legal é que ela não entregou só o site consertado no Google, ela ensinou a nossa equipe a pensar no que o nosso público realmente tá pesquisando. Hoje a gente não fica mais refém de algoritmo de rede social.

Rafaele Libório, CEO do Roda Cultural

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