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Aplicativo de gestão financeira
Fui contratada pela Proload, empresa de tecnologia por trás do MEI Gestor, para liderar a comunicação e a retenção da plataforma de gestão financeira criada para os microempreendedores brasileiros. Assumi a operação de ponta a ponta no ActiveCampaign: auditoria de automações e testes A/B. Criação de copy e design de e-mail e banners in-app. Estruturei toda a estratégia de conteúdo, incluindo o Instagram da marca.
O MEI Gestor cobria o que o microempreendedor não tinha tempo de fazer: emissão de notas, pagamento de impostos e declaração anual — obrigações que, se ignoradas, viram multa e CNPJ irregular. Esse público recebe dezenas de mensagens por dia, desconfia de cobrança por padrão e apaga qualquer coisa que desperdice seu tempo. Eu precisava fazer o cliente confiar no produto e agir, cada fluxo de automação tinha impacto mensurável em ativação, cobrança e retenção.
O DESAFIO
A base era gigante: 661 mil contatos no ActiveCampaign, mas as automações que cobriam todo o ciclo de vida do cliente, desde à abertura do CNPJ ao cancelamento, rodavam no piloto automático há muito tempo, sem qualquer auditoria ou acompanhamento de performance.
Os números mostravam o tamanho do problema. No fluxo de abertura de MEI, o primeiro e-mail rodava com 1,65% de abertura: de 442 mil envios, só 7,3 mil pessoas abriam. A sequência de declaração anual inteira operava entre 7% e 13,7%, num assunto que é obrigação legal do usuário. O fluxo de alteração cadastral tinha taxa de envio de só 35%, travando quase dois terços da base fora da automação, e emails de abertura do painel do cliente saíam sem clique registrado.
Ninguém tinha auditado aquilo, as automações rodavam havia tempo demais, e ninguém sabia dizer o que funcionava e o que só gastava envio.
O QUE EU FIZ
Mapeei as automações uma por uma: abertura de MEI, cobrança de boleto, alteração cadastral, declaração anual, cancelamento, DAS e painel do cliente. Priorizei pela combinação de volume de base e taxa de abertura mais crítica: o fluxo de abertura de MEI tinha 442 mil contatos parados em 1,65%, então foi o primeiro a ser reconstruído.
Revisei as configurações completas de cada funil: conteúdo, botões, monitoramento de resposta, endereço de envio e retorno, e taxa de envio. Foi aí que identifiquei que fluxos como o de alteração cadastral estavam com taxa de entrega abaixo de 40%, um problema de configuração que nenhuma otimização de copy resolveria sozinha.
Reescrevi os e-mails com foco em direct response, testei novas subject lines em A/B nos fluxos com abertura mais baixa, e criei uma hierarquia visual clara, substituindo texto puro por imagens e banners onde antes não havia nenhum apoio visual.
A comunicação da marca não tinha nenhuma estrutura antes, não existia ICP definido nem mapeamento da dor do cliente. Conduzi a pesquisa do zero: levantei quem era o microempreendedor que o Mei Gestor atendia, quais eram as dores reais no dia a dia e usei isso pra estruturar o conteúdo do Instagram, que também não tinha estratégia até então.
Cada post nasceu de uma dor específica identificada nessa pesquisa. Como o mercado de fintechs e MEI já estava saturado de banco de imagens genérico, optei por criar peças em 3D autorais, garantindo uma identidade visual própria em vez de repetir o mesmo estoque de fotos que qualquer concorrente também usava.
Expandi a estratégia para além do e-mail: banners internos no aplicativo, artigos de orientação para a central de ajuda, FAQs interativas e conteúdo educativo focado em retenção.
Documentei cada mudança em relatório, com métrica antes e depois, fluxo por fluxo, pra saber exatamente o que funcionou.
O RESULTADO
Os ajustes na régua de relacionamento geraram um salto imediato em engajamento e conversão:
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Abertura de MEI: O e-mail otimizado atingiu 19,43% de abertura (contra os 1,65% anteriores), gerando mais de 104 mil aberturas e 6,3 mil cliques em um único disparo.
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Régua de Cobrança: O primeiro e-mail alcançou 36,18% de abertura, com 10,41% de taxa de clique no fluxo completo. Em um SaaS, e-mail de cobrança aberto é sinônimo de receita recuperada.
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Fluxos de DAS: As automações segmentadas atingiram a marca de 63,13% de abertura e 21,92% de clique.
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Performance Global: Em apenas um ciclo de disparos, alcançamos 95,37% de entregabilidade em 631 mil envios, direcionando mais de 21,5 mil cliques qualificados de volta para o aplicativo.
631 mil
emails enviados com 95,37% de taxa de envio e mais de 21,5 mil cliques direcionados pro aplicativo
104 mil
aberturas no fluxo de Criação do MEI e 6,3 mil cliques em um único disparo.
36,18%
de abertura no e-mail de cobrança e 10,41% de cliques no fluxo.
Resultado documentado
Arte, copy e dados na jornada do usuário
Substituí fluxos críticos de texto puro por e-mails e banners in-app estratégicos. Assumi a arte e a copy de toda a jornada (ativação, pagamento, regularização e oferta). Com a nova hierarquia visual baseada na persona, destravamos o engajamento e guiamos o usuário para a ação. Material produzido em 2023. Veja mais abaixo.

Peça focada na redução de atrito cognitivo. O uso de um passo a passo numerado guia o usuário rapidamente até o momento de primeira utilidade da ferramenta, acelerando a adoção do aplicativo e diminuindo o churn inicial.

Header projetado para estimular a recorrência de uso e retenção. A copy foca na agilidade, enquanto a composição visual humanizada posiciona o aplicativo como uma ferramenta natural e indispensável na rotina diária do empreendedor.

Peça de aquisição focada em materializar o valor da tecnologia. A copy central transforma um serviço intangível em um benefício prático e claro , enquanto a tríade de ícones ataca diretamente as principais objeções de topo de funil, acelerando a decisão do usuário em direção ao CTA de download.

Peça focada na redução de atrito cognitivo. O uso de um passo a passo numerado guia o usuário rapidamente até o momento de primeira utilidade da ferramenta, acelerando a adoção do aplicativo e diminuindo o churn inicial.
Estratégia do Instagram
A comunicação de conteúdo não tinha ICP definido nem mapeamento de dor do cliente antes da minha entrada. Conduzi pesquisa do zero e usei os achados pra estruturar cada post, respondendo a dúvidas reais do microempreendedor. Como o mercado de fintechs e MEI já estava saturado de banco de imagens genérico, optei por criar peças em 3D autorais, garantindo uma identidade visual própria em vez de repetir o mesmo estoque de fotos que qualquer concorrente também usava.








